quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Deixar

Deixei de andar pelo parque tão belo,
que a minha infância se lembra em anelo.
De ver museus e também festivais,
que temo não poder ver nunca mais.

Deixei de ter alegria sincera,
não vi crescer flores na Primavera.
De ouvir as aves aquando da aurora.
Tudo o que q'ria, desisti, fui embora.

Deixem-me agora deixar de deixar,
deixem-me agora deixar o que resta,
pois ao deixar tanto em tanto lugar,
já só me fica aquilo que não presta.

Breno Sarranheira.

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Imagem: thewhitethornwitch.com


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