sábado, 31 de maio de 2014

Voltando

Estou voltando...

para o meu bom e velho ninho,
repleto de amor e carinho,
que há muito me fiz ausentar.

Onde terei enfim bonança,
e florescerá a esperança,
de um belo futuro ganhar.

Estou voltando...

para a minha terra querida,
recomeçar a minha vida,
abandonada pra enlutar.

Pra onde a minha falta é sentida,
pois já está minha mãe entretida,
fantasiando o meu regressar.

Estou voltando...

de onde fugi em exílio forçado,
por meu próprio coração esmagado,
buscando o alívio que tanto queria.

para onde serei realmente amado,
pelo amor da família confortado,
recuperar toda a minha alegria.

Estou voltando...

- Breno Sarranheira



Imagem: halv8.blogspot.com

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Noite inquieta

Velando meu leito ao anoitecer, 
sigo compondo meus humildes versos, 
mas me assombram espíritos perversos, 
que tudo fazem pra me enlouquecer. 

Persistentes, querem me derrotar,
por isso me esmurram a todo instante,
num combate cruel, covarde e incessante,
tentando a todo custo me matar.

Ímpios como ninguém mais sabe ser,
torturam-me com lembranças passadas,
memórias a sete chaves lacradas,
coisas que sigo tentando esquecer.

Passam do meu próprio sangue a fazer,
terrível e mais puro amargo vinho,
que então me obrigam a beber sozinho,
sem dar chance para me defender.

Ao bebê-lo sinto o peito queimar,
inebriando-me de pura tristeza,
que até mesmo sinto da alma a leveza,
querendo do corpo se libertar.

E até quando tento ao sono escapar,
pensando de tudo ter me livrado,
já eles me esperam lá do outro lado,
pra continuarem a me atormentar.


Breno Sarranheira




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Imagem: gettyimages.com

sábado, 24 de maio de 2014

Dor sem fim

O brilho de meus olhos se apagou,
a minha voz por fim se silencia,
meu coração também já se murchou,
não aguentando mais esta agonia.

Pois todos os dias eu sou torturado,
com o peso de toda a alegria alheia,
pelos casais brutalmente humilhado,
invejando o amor que minha alma anseia.

Sujeitado à tristeza e à solidão,
minha força as poucos se desfalece,
trancado nesta maldita prisão,
a grande mágoa que a mente não esquece.

Como é que pode tanto sofrimento,
vir de um simples, mero amor acabado?
Quando é que acabará este tormento?
Eu já não devia te-lo superado?

Mas quem sabe não seja mesmo assim,
o que acontece com o primeiro amor?
Para que saibamos que a alegria tem fim,
e só o que realmente perdura é a dor.

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Imagem: vagalume.com.br/peter-doherty/broken-love-song.html



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