terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ela

Ontem viajei de transporte público como é o meu hábito. Ao olhar pela janela aquando de uma das paragens, notei uma linda moça loira. Ela também me notou e durante quase todo o tempo de espera trocamos longos olhares. Ela não sorriu e eu também não.

Pode parecer insano mas, a beleza da moça e a ideia de que provavelmente nunca a voltaria a ver causaram em mim um súbito e intenso desejo de sair e falar com ela. Apesar dessa ser a única forma de que eu pudesse alguma vez vir a conhece-la, sei que se o fizesse ela provavelmente me tomaria por louco. Assim, fiz a única coisa que me restava fazer, continuar viagem e esquece-la.

Não consigo no entanto deixar de pensar que parece igualmente insano NÃO ter falado com ela. Não poderia eu ter saído do veículo? Não era eu livre de o fazer? Afinal de contas, a minha viagem não era urgente. Iria alguém por ventura me censurar? Seria de alguma forma, ofensivo para a moça que eu tomasse tal ação? Após raciocinar sobre todas essas questões, parece mais ridículo não ter feito nada.

As oportunidades são como a brisa, elas vem e vão, sem avisar e inesperadamente, umas são mais sutis do que outras e cada uma é única e preciosa. Quem sabe? Talvez aquela fosse a minha futura esposa, mas agora eu nunca irei saber...



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